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Investidores brasileiros agora podem acessar mineradoras de Bitcoin e empresas de blockchain por meio de BDRs lastreados em ETF de blockchain, conectando B3 ao mercado global de criptoativos.
Introdução
Uma nova fronteira de acesso aos mercados globais foi aberta para investidores brasileiros: a B3 Brasil, Bolsa, Balcão — autorizou a negociação de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) lastreados em um ETF de blockchain, permitindo exposição a empresas de tecnologia blockchain e mineradoras de criptoativos. Essa movimentação representa um avanço na integração entre o mercado financeiro brasileiro e os vetores de crescimento do setor cripto internacional, trazendo oportunidades de diversificação e acesso a temas que antes eram mais difíceis de alcançar por meio das corretoras tradicionais no Brasil.
No contexto de um mercado de ETFs e BDRs cada vez mais sofisticado, entender como esses produtos funcionam e como podem ser utilizados estrategicamente faz toda a diferença para quem busca ampliar seu portfólio com temas tecnológicos e inovadores.
O que são BDRs lastreados em ETF de blockchain
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados emitidos no Brasil que representam valores mobiliários estrangeiros neste caso, cotas de um ETF de blockchain negociado no exterior. Eles permitem que investidores brasileiros tenham exposição a ativos internacionais sem precisar abrir conta em corretoras fora do país.
Nesse lançamento específico, os BDRs estão lastreados em cotas do Global X Blockchain ETF, um fundo que investe em empresas posicionadas para se beneficiar da adoção da tecnologia blockchain e em mineradoras de ativos digitais, entre outras exposições correlacionadas.
Cada cota do ETF estrangeiro é dividida em um conjunto de BDRs na B3, o que torna o produto negociável na bolsa brasileira em moeda nacional. Esses produtos são classificados como BDR não patrocinados nível I, o que permite negociação por investidores em geral dentro do ambiente regulado da B3.
Por que isso importa para investidores brasileiros
Acesso a temas globais de tecnologia
Com os BDRs lastreados em um ETF de blockchain, o investidor brasileiro passa a ter exposição indireta a empresas que atuam com tecnologia descentralizada, serviços de blockchain, infraestrutura de cripto, e até mineradoras de ativos digitais, tudo negociado localmente sem necessidade de abrir conta no exterior.
Diversificação de carteira
Esse tipo de produto amplia as possibilidades de diversificação internacional dentro de uma carteira de investimentos, complementando posições em ações locais, ETFs tradicionais e instrumentos de renda fixa negociados no Brasil. Ao acessar setores ligados à tecnologia blockchain e ativos digitais, investidores podem incorporar teses de crescimento de longo prazo que até então estavam restritas a mercados estrangeiros.
Simplicidade operacional
Negociar BDRs na B3 é semelhante a negociar ações e ETFs no Brasil, o que significa que o investidor não precisa lidar com contas no exterior, processos de câmbio ou sistemas de custódia estrangeiros para obter essa exposição.
Como funciona a exposição a mineradoras e empresas de blockchain
O ETF subjacente ao qual os BDRs estão atrelados investe em um universo de empresas que, de uma forma ou de outra, se beneficiam da expansão da tecnologia blockchain e da economia de criptoativos. Entre essas empresas, estão mineradoras de moedas digitais e companhias que desenvolvem aplicações de registro distribuído, soluções de transações digitais, hardware ou serviços de infraestrutura.
Dessa forma, o desempenho dos BDRs negociados na B3 está ligado de forma indireta ao comportamento dessas empresas no mercado internacional.
Exemplo prático
Suponha que um ETF de blockchain inclua ações de grandes mineradoras ou empresas de tecnologia que apoiam a infraestrutura de criptoativos. Quando essas ações se valorizam em bolsas como a Nasdaq, o valor das cotas do ETF tende a refletir esse desempenho. A B3, por sua vez, emite BDRs que replicam esse desempenho em reais, permitindo ao investidor brasileiro participar desse movimento sem sair do ambiente local de investimento.
Pontos de atenção para investidores
Risco de mercado
Produtos como BDRs lastreados em ETFs de blockchain carregam risco de mercado, já que estão expostos às oscilações de preço das empresas que compõem o ETF subjacente. Setores relacionados a tecnologia e cripto podem ser voláteis, com movimentos bruscos de preço. Isso exige que investidores considerem cuidadosamente o seu perfil de risco antes de alocar capital.
Risco cambial
Embora o produto seja negociado em reais na B3, o valor é influenciado pelo desempenho dos ativos estrangeiros e pela variação cambial entre o real e o dólar, o que pode impactar o retorno do investimento.
Liquidez
A liquidez de BDRs pode ser menor em comparação com ativos mais tradicionais listados na B3, o que pode influenciar o custo e a facilidade de entrada e saída das posições, especialmente em momentos de volatilidade.
Perguntas frequentes
O que é um BDR lastreado em ETF de blockchain?
É um certificado negociado na B3 que representa cotas de um ETF estrangeiro focado em empresas de tecnologia blockchain e mineradoras de cripto, permitindo exposição a esses ativos no mercado brasileiro.
Posso investir nesses BDRs com minha conta de corretagem no Brasil?
Sim. Esses BDRs podem ser adquiridos por meio das corretoras brasileiras que oferecem acesso à B3, sem necessidade de abrir contas no exterior.
Esses BDRs pagam dividendos?
O pagamento de dividendos depende do ETF subjacente e das políticas das empresas que compõem sua carteira. Alguns podem distribuir rendimentos, outros não, e isso varia conforme a estrutura do fundo.
Qual é a vantagem de investir via BDR em vez de diretamente no ETF estrangeiro?
A principal vantagem é a simplicidade de negociação em reais no mercado local, com regras e infraestrutura da B3, evitando processos complexos de abertura de conta internacional e conversão cambial direta.
Esses produtos são adequados para investidores iniciantes?
Por envolver exposições internacionais e temas de tecnologia e cripto, esses produtos podem ter volatilidade mais elevada e exigir maior compreensão do investidor sobre riscos, sem ser ideais para perfis extremamente conservadores.
Conclusão
A expansão do mercado brasileiro para incluir BDRs lastreados em ETFs de blockchain, com acesso a mineradoras e empresas ligadas à tecnologia de registro distribuído, representa um passo importante na abertura de novas possibilidades de investimentos para o público local. Esses produtos permitem diversificação global com operação simples na B3, aproximando o investidor brasileiro de temáticas de inovação e tecnologia financeira.



