Os ETFs de ouro e prata voltaram ao centro do radar porque 2025 foi um ano fora da curva para metais. A Reuters descreveu 2025 como um ano recorde para o ouro (alta de ~64%), com impulso de incerteza geopolítica, cortes de juros, compras de bancos centrais e fortes inflows em ETFs.
Do lado da prata, a mesma Reuters destacou ganhos enormes em 2025 (na casa de ~147% em uma das leituras) e citou drivers como status de mineral crítico nos EUA, aperto de oferta e demanda industrial/investimento.
Antes de decidir, entenda: metais podem ser ótima diversificação mas também são campeões de “spike”, realização e volatilidade.
Por que o ouro teve fluxo forte em 2025 (e por que isso importa)
O World Gold Council reportou, por exemplo, que os ETFs globais fisicamente lastreados tiveram meses consecutivos de inflow e chegou a citar US$ 5,2 bi de entradas só em novembro, com AUM em novo pico.
E a Reuters (com dados do WGC) já havia registrado US$ 38 bi de inflows em ouro ETFs no primeiro semestre de 2025, com aumento relevante de holdings.
Isso importa porque fluxo em metal é, muitas vezes, reflexo de:
- busca por hedge de incerteza,
- ajuste de portfólio (diversificação),
- e posicionamento macro (juros/dólar).
No próximo tópico você vai ver a parte que pega muita gente: a diferença entre “comprar metal” e “comprar volatilidade”.
Prata e miners: por que o retorno pode ser maior e o tombo também
Metais e mineradoras não se comportam igual:
- ouro físico via ETF tende a refletir o spot (com tracking/fees),
- miners adicionam risco operacional, custos, alavancagem do negócio,
- prata costuma ser mais volátil que ouro.
Para ter noção do “modo turbo” de certos ETFs ligados a prata/mineração, a etf.com mostrou ETFs de miners de prata entre os melhores desempenhos de 2025 (ex.: SLVP e SILJ com altas extremamente fortes no ano).
A lição: retorno potencial maior geralmente vem com drawdown maior.
Como lidar com volatilidade em metais (sem improviso)
Antes de decidir, use 4 regras simples:
1) Defina o papel do metal na carteira
- hedge/estabilidade relativa (ouro físico),
- tese tática (prata),
- “satélite” agressivo (miners).
2) Tamanho de posição > “certeza”
Metais podem andar muito e contra você. Tamanho pequeno e disciplinado costuma funcionar melhor do que “all-in”.
3) Aceite que “spike” vem com realização
Subidas fortes atraem realização. E aí a pessoa que entrou pelo topo descobre o custo emocional.
4) Compare veículo certo
- ETF físico vs miners vs estratégia “temática”.
Cada um tem risco dominante diferente.
E-E-A-T: metais não são garantia de proteção nem de lucro. Você pode perder capital, especialmente em prata/miners. Gestão de risco e tamanho importam mais do que o “alvo de preço”.
FAQ (rich snippet)
Por que ETFs de ouro tiveram inflows fortes em 2025?
O WGC reportou sucessivos inflows e a Reuters citou entradas relevantes em 2025, ligadas a incerteza, juros e demanda por hedge.
Prata é mais volátil que ouro?
Em geral, sim. E 2025 evidenciou isso com movimentos muito maiores na prata.
ETFs de miners são iguais a ETFs de ouro físico?
Não. Miners adicionam risco de negócio e podem amplificar ganhos e perdas.
Como começar com metais sem exagerar no risco?
Defina objetivo (hedge/tática), use tamanho menor e escolha o veículo adequado (físico vs miners).
Conclusão
Os ETFs de ouro e prata ganharam relevância porque 2025 foi excepcional e 2026 começa com metais ainda em evidência. A decisão madura é tratar metal como ferramenta de portfólio, com tamanho e veículo certos e não como aposta emocional em “spikes”



