Meta description: Hacks em 2025 destacam falhas operacionais Web2, não smart contracts, elevando prioridade de MFA, treinamento, controle interno e resposta a incidentes.
Introdução
Quando acontece um grande hack em cripto, muita gente pensa automaticamente em “bug de smart contract”. Só que 2025 reforçou um ponto que muda a forma correta de se proteger: o problema mais frequente não foi o código on-chain, e sim o mundo “fora da blockchain”.
Segundo análises do setor, muitas perdas em 2025 teriam vindo de falhas operacionais (Web2) — senhas, engenharia social, permissões, processos internos e compromissos de acesso. Isso muda a prioridade de segurança: auditoria de código continua relevante, mas passa a dividir o topo com treinamento, MFA, controles internos, custódia e resposta a incidentes.
Hacks em 2025 e falhas operacionais: o que isso significa na prática
Falhas operacionais são brechas no ambiente tradicional: contas, e-mails, dispositivos, ferramentas internas e pessoas. Em vez de “quebrar” a blockchain, o atacante busca o caminho mais barato: entrar pelo elo humano ou pelo processo mal desenhado.
Esse tipo de ataque costuma ter duas vantagens para o criminoso:
- É mais fácil do que explorar uma falha complexa em contrato
- Gera acesso privilegiado que permite movimentação rápida e silenciosa
O resultado é que empresas e usuários podem perder fundos mesmo sem existir qualquer bug on-chain.
Por que o “Web2” é um alvo tão grande em cripto
Cripto conecta um mundo descentralizado a uma infraestrutura centralizada de operação: exchanges, apps, e-mails, suporte, plataformas de custódia e integrações. Isso cria uma superfície enorme de ataque.
Engenharia social e phishing como principal porta de entrada
Ataques bem-sucedidos frequentemente começam com:
- Falsa central de suporte
- Mensagens urgentes pedindo “verificação”
- Links que imitam sites e telas reais
- Convites para instalar extensões e aplicativos maliciosos
Exemplo prático
O usuário recebe uma mensagem dizendo que “sua conta será bloqueada” e precisa confirmar dados. Ao clicar e inserir credenciais, entrega o acesso. Esse tipo de golpe não depende de smart contract.
Senhas, dispositivos e permissões
Problemas comuns:
- Reutilização de senha
- Falta de autenticação forte
- Dispositivo comprometido
- Permissões excessivas em APIs e carteiras
- Acesso interno sem segregação de funções
Em operações profissionais, isso se resolve com governança e controles. No varejo, com boas práticas simples e consistentes.
Smart contract ainda importa, mas não é o único foco
Auditoria de código e revisão de contratos continuam essenciais, especialmente em DeFi. O ponto é que tratar “auditoria” como solução completa cria uma falsa sensação de segurança.
Uma operação pode ter contratos bem auditados e ainda assim ser vulnerável se:
- Chaves de administração forem comprometidas
- Contas internas sofrerem takeover
- Processos de aprovação forem fracos
- A equipe cair em engenharia social
Segurança em cripto precisa ser vista como um sistema de camadas.
O que muda na prioridade de segurança para empresas e plataformas
Se a maior parte do problema está no operacional, o plano de segurança precisa subir de nível. As prioridades mais úteis tendem a ser:
Treinamento e cultura de segurança
- Treinamento contínuo contra phishing e engenharia social
- Simulações e testes internos
- Regras claras para suporte e acesso privilegiado
MFA e controle de acesso
- Autenticação multifator forte em tudo que for crítico
- Gestão de identidades e permissões mínimas
- Revisão periódica de acessos, especialmente de contas administrativas
Custódia e segregação de funções
- Separar funções críticas para evitar “ponto único de falha”
- Minimizar exposição em hot wallets
- Regras de aprovação em múltiplas etapas para transações sensíveis
Resposta a incidentes como rotina
- Playbook claro de contenção, comunicação e recuperação
- Monitoramento de eventos e logs
- Exercícios de crise para reduzir tempo de reação
O que o usuário brasileiro pode fazer hoje para se proteger melhor
Você não precisa ser técnico para aumentar sua segurança de forma relevante.
Boas práticas essenciais:
- Usar MFA forte e proteger o e-mail, não só a exchange
- Evitar links recebidos por mensagens, mesmo que pareçam oficiais
- Conferir domínio, aplicativo e origem antes de logar
- Separar carteira de longo prazo de carteira de uso diário
- Não expor chaves, frases de recuperação ou prints de telas
- Manter dispositivos atualizados e com proteção básica ativa
Alerta importante
Criptomoedas são ativos de alto risco. Segurança reduz chance de perdas operacionais, mas não elimina volatilidade, risco de mercado e eventos imprevisíveis.
Como isso afeta o mercado: confiança, compliance e experiência do usuário
Quando falhas operacionais dominam, o setor tende a reagir com:
- Mais fricção em login, saque e verificação
- Monitoramento mais agressivo de transações
- Regras mais rígidas de custódia e de auditoria interna
- Pressão de reguladores e parceiros para elevar padrões
Isso pode melhorar a segurança geral, mas muda a UX. A tendência é o mercado ficar mais “profissionalizado”.
FAQ
Por que 2025 foi considerado um ano ruim de hacks em cripto?
Porque houve muitas perdas relevantes, e análises apontaram aumento de incidentes e vulnerabilidades exploradas.
O que são falhas operacionais (Web2) em cripto?
São problemas em contas, e-mails, dispositivos, permissões e processos humanos, como phishing, senhas fracas e engenharia social.
Auditoria de smart contract não é suficiente?
Não. Auditoria ajuda, mas ataques podem ocorrer via chaves comprometidas, acesso interno e falhas de processo fora do blockchain.
O que é MFA e por que é tão importante?
MFA é autenticação multifator. Ela dificulta takeover de conta mesmo se a senha vazar, elevando muito a proteção.
Como eu reduzo o risco de golpe e phishing?
Não clique em links suspeitos, valide origem, proteja seu e-mail, use MFA e desconfie de urgência e promessas.
Conclusão
O principal aprendizado de 2025 é direto: muitas perdas vieram do mundo operacional (Web2), não de bugs de smart contract. Isso muda a prioridade de segurança para empresas e usuários: treinamento, controle interno, MFA, custódia e resposta a incidente precisam estar no mesmo nível de importância que auditoria de código.



