Os ETFs ativos em 2025 deixaram de ser nicho. Eles viraram parte do “centro” da indústria, com mais lançamentos, mais marketing e principalmente mais dinheiro entrando.
A Morningstar reportou que, no primeiro semestre de 2025, ETFs ativos captaram US$ 183 bilhões em ativos, com os 20 maiores absorvendo mais de 35% do total.
No mesmo recorte, a etf.com destacou que houve 295 lançamentos de ETFs ativos no primeiro semestre e reforçou o crescimento acelerado do segmento.
Antes de decidir, entenda o ponto central: “ativo” não é sinônimo de melhor. É sinônimo de decisão e decisão pode errar.
Por que os ETFs ativos cresceram tanto
1) Distribuição e prateleira: o ETF virou canal padrão
Quando o investidor e a distribuição escolhem ETF como default, a gestão ativa vai junto.
A BlackRock, na retrospectiva de 2025, mostrou que ETFs ativos capturaram parcela relevante dos fluxos (inclusive em renda fixa), reforçando a migração de preferência para o formato ETF.
2) Demanda por flexibilidade (principalmente em renda fixa)
Em ambientes de juros e spreads em movimento, muitos preferem estratégias que ajustem duration, crédito e curva com mais liberdade.
3) A “comoditização” do passivo empurrou diferenciação
Com ETFs passivos baratos e abundantes, gestoras buscam diferenciação por:
- processo,
- gestão de risco,
- especialização,
- e “estratégias empacotadas”.
No próximo tópico você vai ver a parte que mais protege o leitor: onde o investidor se confunde quando o ativo vira “produto de prateleira”.
O risco do boom: marketing acima de método
Quando há explosão de oferta, o risco aumenta por três motivos:
- histórias sedutoras (temas “quentes” sem clareza de risco),
- expectativas irreais (“vai bater o índice sempre”),
- confusão de mandato (o que o fundo pode fazer de verdade).
E-E-A-T: gestão ativa não garante outperform. Um ETF ativo pode ficar anos abaixo do índice e pode cair como qualquer outro. Investimento exige adequação ao perfil e gestão de risco.
Como enxergar o que mudou (sem jargão)
O que mudou não foi “o ativo ficou mágico”. O que mudou foi:
- o ETF virou canal dominante,
- o ativo ganhou escala e distribuição,
- e o investidor passou a precisar de checklist.
E é exatamente isso que abre o próximo artigo da dupla.
FAQ (rich snippet)
ETFs ativos em 2025 captaram muito dinheiro?
Sim. A Morningstar reportou US$ 183 bilhões no primeiro semestre de 2025.
Houve muitos lançamentos de ETFs ativos em 2025?
Sim. A etf.com citou 295 lançamentos no primeiro semestre de 2025.
ETFs ativos são melhores que passivos?
Não necessariamente. Depende de processo, risco, custos e aderência ao seu objetivo.
Qual o principal risco do boom de ETFs ativos?
Comprar “história” em vez de comprar um processo claro de investimento.
Conclusão
Os ETFs ativos em 2025 explodiram por distribuição, conveniência e demanda por flexibilidade. O lado “chato” (e necessário) é que isso exige mais método na escolha.



