ETFs ativos entraram em 2026 como um dos temas mais “quentes” da indústria. O motivo é simples: o formato ETF (liquidez, negociação em bolsa, facilidade de acesso) está sendo usado para empacotar gestão ativa e 2025 foi um ano que chamou atenção por volume de captação. A Morningstar destacou 2025 como um ano recorde para active ETFs, com fluxos concentrados em poucos produtos grandes.
Outras leituras do setor também apontam a força do movimento e os números de captação em 2025.
Antes de decidir, entenda: “ativo” não significa “melhor”. Significa apenas que você está pagando por um processo. E processo precisa ser auditado com critérios práticos.
Por que ETFs ativos estão ganhando tração
1) O investidor quer algo além do índice sem abrir mão do formato ETF
Muita gente quer:
- gestão de risco mais “humana”
- seleção de crédito em renda fixa
- filtros de qualidade e rotação
2) O mercado está testando o “valor do gestor”
Em cenários difíceis, aumenta a demanda por decisões que não sejam apenas “seguir o índice”.
3) Crescimento acelerado e competição
Com mais lançamentos, o investidor precisa ficar mais seletivo: nem todo ETF ativo tem tamanho/estrutura para sobreviver. A própria Morningstar discutiu o lado “B” do boom (fechamentos/fracassos) em análises recentes.
Agora, no próximo tópico, você vai ver o checklist que evita comprar “ativo no rótulo”.
Como avaliar um ETF ativo de verdade (guia iniciante)
1) Transparência: o que o fundo mostra e com que frequência?
Alguns ativos divulgam carteira diária; outros têm atrasos. Quanto menos transparência, maior a necessidade de confiar no gestor e maior o risco de “não entender o que você tem”.
2) Tracking e objetivo: o que ele promete fazer?
“ETF ativo” pode significar:
- buscar bater um índice
- controlar volatilidade
- gerar renda
- reduzir drawdown
Você precisa saber qual é a métrica de sucesso: retorno total, risco, ou consistência.
3) Giro (turnover): quanto ele troca a carteira?
Mais giro pode significar:
- mais custos indiretos
- maior risco de “erros de timing”
- maior dependência do gestor
4) Custo total (não só taxa)
Taxa é só o começo. Some:
- spread de negociação
- impacto de execução
- custos de giro
5) Tamanho e sustentabilidade
ETFs muito pequenos podem sofrer com liquidez e risco de fechamento. A discussão sobre fechamentos em 2025 reforça esse ponto: o mercado está competitivo.
Onde iniciantes erram com ETFs ativos
- Comprar porque “o gestor é famoso”
- Trocar de fundo toda vez que a performance muda
- Tratar ETF ativo como “atalho” para retorno
E-E-A-T e responsabilidade
Gestão ativa não elimina risco. ETFs ativos podem cair, podem errar e podem ser fechados. Use limites de exposição, diversificação e um horizonte coerente com a estratégia.
FAQ (Perguntas Frequentes)
Como começar a investir em ETFs ativos?
Comece entendendo o objetivo do fundo e usando alocação pequena como satélite.
ETFs ativos são melhores que ETFs passivos?
Não existe regra. Depende do gestor, custos e do cenário.
Quais são os riscos de ETFs ativos?
Custo total maior, giro elevado, dependência do gestor e risco de fechamento em fundos pequenos.
Vale a pena pagar mais taxa?
Só se o processo fizer sentido para seu objetivo e o custo total não destruir o benefício.
Conclusão
Em 2026, ETFs ativos estão em alta porque juntam “formato moderno” com decisões de gestão. O iniciante acerta quando escolhe com método: objetivo claro + transparência + custo total + tamanho + disciplina.


