Meta description: VelaFi Série B de US$ 20 milhões acelera trilhos de pagamentos com stablecoins. Entenda o impacto em compliance, reconciliação e liquidação 24/7.
O dinheiro está indo para o “motor” dos pagamentos, não para barulho
A VelaFi Série B de US$ 20 milhões é um sinal claro do que está ficando valioso no mercado digital: não é apenas token, narrativa ou volume de trading. É infraestrutura capaz de conectar stablecoins ao mundo real com execução de nível empresarial, incluindo compliance, reconciliação e liquidação 24/7.
Em ciclos mais maduros, o capital tende a migrar para onde existe efeito cumulativo: rails, integrações, processos e previsibilidade. É isso que permite escalar pagamentos e tesouraria sem que cada transação vire uma aventura operacional.
O que aconteceu
A VelaFi anunciou a conclusão de uma rodada Série B de US$ 20 milhões, com plano de expandir a infraestrutura de pagamentos e liquidação baseada em stablecoins e aumentar presença geográfica.
Relatos do anúncio destacam expansão em regiões como América Latina, EUA e Ásia, reforçando um posicionamento de “camada de liquidação” voltada a empresas.
Por que isso importa
O ponto central é que stablecoin, quando vira infraestrutura, deixa de ser “cripto” e vira um serviço de backoffice com três exigências:
- Conformidade que aguente auditoria e padrões corporativos
- Reconciliação que feche o financeiro sem retrabalho infinito
- Liquidação que funcione fora do horário bancário e em múltiplas jurisdições
Quem resolve esse trio tende a capturar fluxo empresarial porque reduz custo oculto, falhas e tempo de capital parado.
Stablecoins como trilho: o que muda quando o público é B2B
No varejo, muitas pessoas enxergam stablecoin como “dólar digital para operar”. No B2B, a utilidade é outra:
- Pagar fornecedores e prestadores em diferentes países
- Fazer remessas corporativas com menos atrito
- Gerenciar tesouraria multicurrency e ciclos de caixa
- Integrar pagamentos via API, com rastreabilidade e reconciliação
A promessa aqui não é “taxa baixa”. É previsibilidade operacional em escala.
Por que compliance vira diferencial competitivo, não só custo
Quando uma empresa movimenta volume relevante, o risco não é apenas técnico. É regulatório, reputacional e de contraparte.
Uma infraestrutura séria precisa sustentar:
- KYC e KYB consistentes e revalidáveis
- Monitoramento transacional e gestão de alertas
- Trilhas de auditoria e retenção de evidências
- Políticas de risco por país, canal e tipo de cliente
O resultado é uma seleção natural: players com compliance frágil ficam caros de manter e difíceis de integrar; players com compliance sólido ganham distribuição.
Reconciliação: o “buraco” onde muitos produtos quebram
Reconciliação é o trabalho de garantir que o que saiu, o que entrou e o que foi contabilizado bate com o extrato e com o livro.
Em pagamentos com stablecoins, isso exige ligar três mundos:
- Rails bancários locais e contas tradicionais
- Movimento on-chain (stablecoins e carteiras)
- Contabilidade interna (ERP, conciliação, relatórios)
Sem esse encaixe, a empresa até paga, mas não escala. E o custo vira operacional, não de taxa.
Liquidação 24/7: por que isso muda tesouraria e fluxo de caixa
Liquidação 24/7 é valiosa porque reduz tempo morto do dinheiro. Para empresas, isso significa:
- Menos capital “preso” esperando janela bancária
- Melhor previsibilidade de recebimento e pagamento
- Capacidade de operar em múltiplos fusos sem fricção
- Menos exceções operacionais em fins de semana e feriados
Na prática, o ganho é de eficiência e controle, não de “lucro garantido”.
Exemplos práticos de onde uma infra assim faz diferença
Pagamento cross-border com prazos apertados
Uma empresa que precisa pagar fornecedor no exterior fora do horário bancário pode usar stablecoin como camada de liquidação e fechar o ciclo com reconciliação automatizada.
Marketplace com payouts frequentes
Plataformas que pagam muitos usuários (afiliados, creators, motoristas) sofrem quando cada payout vira um caso manual. Infra com API, monitoramento e reconciliação reduz custo por transação.
Tesouraria multicurrency em crescimento rápido
Negócios que vendem em um país e pagam despesas em outro precisam reduzir atrito de câmbio e de prazo. Stablecoin pode funcionar como ponte, desde que o compliance e a governança estejam no lugar.
Riscos e alertas importantes
Mesmo sendo “infra”, o mercado de stablecoins segue com riscos relevantes:
- Risco de emissor e reservas da stablecoin usada
- Risco regulatório, que pode mudar exigências e restringir fluxos
- Risco operacional e de segurança (integrações, chaves, incidentes)
- Risco de contraparte em parceiros bancários e rails locais
Em cripto e mercado digital, gestão de risco não é opcional. É parte do produto.
FAQ
O que significa a VelaFi Série B de US$ 20 milhões?
Significa que a empresa captou capital para ampliar trilhos de pagamento e liquidação com stablecoins, buscando escalar infraestrutura e expandir presença geográfica.
Por que stablecoins estão virando tema de infraestrutura?
Porque a demanda mais relevante está em pagamentos e tesouraria, onde o valor vem de compliance, reconciliação e liquidação previsível, não de narrativa.
O que é liquidação 24/7 e por que empresas ligam para isso?
É a capacidade de concluir pagamentos e movimentações fora do horário bancário. Isso melhora fluxo de caixa, reduz tempo morto do capital e aumenta previsibilidade operacional.
Reconciliação é realmente um problema tão grande?
Sim. Sem reconciliação bem feita, a operação não fecha contabilidade, gera exceções manuais e não consegue escalar com segurança.
Isso reduz custos automaticamente?
Pode reduzir custos ocultos (retrabalho, falhas, atrasos), mas o custo final depende de estrutura regulatória, parceiros, modelo de risco e volume.
Conclusão
A VelaFi Série B de US$ 20 milhões reforça uma virada de fase: stablecoins deixam de ser apenas um instrumento de trading e passam a ser disputadas como infraestrutura de pagamentos e liquidação. Em 2026, quem dominar compliance, reconciliação e liquidação 24/7 tende a capturar o fluxo empresarial mais previsível e recorrente.



