Os ETFs ativos deixaram de ser exceção e passaram a competir de frente com fundos tradicionais. Em 2025, houve recorde de lançamentos e uma captação muito forte em estratégias ativas com destaque para categorias como renda fixa ativa e estratégias com derivativos.
Mas aqui está o ponto: quando a prateleira cresce rápido, cresce também o risco de o investidor comprar “uma narrativa bonita” em vez de um produto adequado. Antes de decidir, entenda que ETF ativo não é automaticamente melhor que passivo ele só é diferente.
No próximo tópico você vai ver por que o formato ETF ajuda, mas também quais perguntas precisam ser respondidas.
Por que ETFs ativos ganharam tração
Três forças explicam a tendência:
- Transparência e negociação em bolsa: ETFs são negociados intraday, com mecânica própria (criação/resgate por participantes autorizados).
- Busca por gestão em segmentos difíceis: renda fixa e crédito podem ser menos “fáceis de indexar” do que parecem.
- A “era dos produtos de engenharia”: estratégias com opções (renda, buffers, etc.) ficaram populares.
Agora que isso está claro, vamos ao que separa produto bom de produto “caro e confuso”.
Checklist de avaliação de ETFs ativos (o que olhar de verdade)
1) Mandato e métrica de sucesso
O fundo promete o quê?
- bater um índice específico?
- reduzir volatilidade?
- gerar renda via opções?
- proteger quedas?
Se o objetivo for “vago”, a avaliação vira subjetiva e você perde controle.
2) Risco dominante (o que realmente manda no retorno)
Muitos ETFs ativos parecem “diversificados”, mas o retorno pode depender de um único fator:
- duração (renda fixa),
- crédito,
- volatilidade (opções),
- concentração em poucas posições.
3) Turnover e custo total
Taxa é só uma parte. Você também paga:
- spread de negociação;
- custos de giro interno (turnover);
- eventuais perdas por execução.
ETFs têm spreads e custos de negociação que precisam entrar na conta.
4) Transparência e disciplina do processo
Você consegue entender como o gestor decide?
- regras claras?
- limites de risco?
- o que ele faz quando o mercado muda?
Sem processo, você compra uma “caixa preta”.
5) Capacidade (quando crescer vira problema)
Algumas estratégias funcionam bem pequenas e pioram quando recebem muito dinheiro (small caps, crédito menos líquido, etc.). O próprio debate sobre novas frentes em small/mid caps aparece como ponto de atenção no crescimento dos ETFs ativos.
Sinais de alerta (red flags)
- “Promessa implícita” de retorno alto com risco baixo.
- Estratégia que você não consegue explicar em 2 minutos.
- Fundo com pouca liquidez e spread largo (custo invisível).
FAQ (para rich snippet)
ETFs ativos valem a pena?
Depende do objetivo e do custo total. Eles podem fazer sentido quando a gestão agrega (ex.: seleção em renda fixa), mas não são automaticamente superiores.
ETFs ativos são mais arriscados?
Podem ser, especialmente quando usam derivativos ou têm alta concentração. O risco precisa ser entendido pelo mandato.
Como escolher um bom ETF ativo?
Avalie mandato, risco dominante, transparência do processo, turnover, liquidez e custo total (taxa + spread + execução).
ETFs ativos são mais baratos que fundos tradicionais?
Às vezes sim, mas não é regra. E o custo total deve incluir custos de negociação.
Como evitar cair em marketing de “estratégia inteligente”?
Se a estratégia não é explicável, não é controlável. Exija clareza de objetivos e riscos.
Conclusão
ETFs ativos cresceram porque resolvem problemas reais: acesso em bolsa, formatos novos e gestão aplicada onde indexar é difícil. Mas o ganho vem da escolha certa e escolha certa exige checklist.



